por Ivan Cunha

27/11/2017

 

Acho que ainda estou tentando digerir as estranhas sensações que Essa estranha sensação de família me fez sentir. Aos poucos me peguei avaliando minha relação com minha família, pensando na construção de meus pais enquanto pessoas e no quanto deles carrego ou renego em mim e em minha vida. Mas acho que acima de tudo o que ficou pra mim foi um chamado pra a mudança. Um chamado pra luta, pra esse embate através das palavras, pra deixar de fugir desse incômodo conflito da minha sala de estar. Pra estar de verdade, inteiro, dentro de cada um dos espaços que ocupo na minha vivência, em cada uma das relações que cultivo, seja por escolha ou por obrigação, mas que nelas eu possa ser eu. O meu eu que eu escolhi ser. O meu eu que é meu e que é antes de qualquer coisa, para mim. Saio dessa experiência com ainda mais vontade de mudar o mundo, de interagir, de trocar, de tocar, de abrir vias, espaços, brechas, olhos, corações, ouvidos e mentes. Por fim acredito que consiga resumir de um modo sucinto o que vocês me fizeram sentir: coragem. Coragem pra acreditar que posso ser quem sou apesar de cada conflito que isso possa me causar, seja onde for, em casa ou na rua, na mente ou na alma, em mim ou nos outros. Coragem pra derrubar as paredes que ergo a minha volta e também pra saber ter a delicadeza necessária para derrubar as dos outros e assim, poder olhar nos olhos, poder criar uma via, uma forma, uma possibilidade. Não há diálogo impossível quando todos compartilhamos no peito uma mesma sensação. Obrigado a cada um de vocês por gesto dado ao mundo. Que ele se espalhe, se multiplique, se amplifique e quebre a dureza de muitos corações. Beijos pra todos!

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