por Francisco Franco

27/11/2017

 

Me encaixo naqueles que escolhem o caminho mais fácil e cômodo das interações familiares - o de não se relacionar. Os esteriótipos, é assim como os vejo, do vovô gagá ao pai cuzão que tem a última palavra, seriam cômicos se não fossem trágicos. O “respeito” fica bastante elucidado, dentro da ordem e obediência. Esse respeito, pra mim, é exatamente não se relacionar, não falar e não querer balançar as estruturas de algo que já está estabelecido e fracassado. Covardia ou preguiça, são as razões que te deixam nessa inércia quando você tenta descobrir o porque de você não se manifestar de acordo com suas convicções dentro do seu ciclo. E isso é o que muitas vezes te faz mais um na grande bolha do mundo. Acho que a peça te dá um empurrão, não pra se redimir, mas pra meter o louco e mandar um ou outro pro inferno. E dessa forma, entendo que a mensagem vai além, e adentra as questões não antes discutidas dentro da nossa sociedade machista, corrupta, racista e sanguinolenta. Ao meu ver a peça se legitima quando equilibra a realidade de todos no mesmo contexto - dos oprimidos. Tudo vai ser mentira quando você tem algo a perder, essa é a natureza dos seres humanos. Parabéns pelo espetáculo, muito necessário!

Please reload