por Rafael Coutinho

22/11/2017

 

Ha poucos dias vinha de calorosas discussões sobre os caminhos da performance, desta não admitir a representação, muito menos a representação do outro. O outro é irrepreensível. No teatro é diferente, se não for pra a esse o outro, não há razão de ser. Mas quem que a gente acessar de verdade? A experiência de ver ESSA ESTRANHA SENSAÇÃO DE FAMÍLIA foi pela via de pensar a todo tempo que dramaturgia fazer para o tempo presente. Eu que gosto e opto sempre pela fábula, pela voz a todos, mesmo os antagonistas, fui aceitando as afirmações desse espetáculo. Afirmações são muito violentas, negam alguém, geram dicotomia. Mas são tempos difíceis, ha pessoas que precisam ouvir a afirmação que está aí.

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