por José Eduardo Arcuri

22/11/2017

 

De cara, um espetáculo imperdível. E, como a palavra é "possibilidades", vão algumas observações como público que, espero, possam contribuir. Seria, talvez, interessante, uma conexão entre as diversas cenas, que só se revelasse no final, como um painel, um quebra-cabeça que o público vai montando aos poucos. A segunda parte não consegue manter o ótimo ritmo da primeira, penso que por conta da duração maior que o necessário de cenas como "a mulher falando pelo marido" e "a dança com as mães". A "verdade no teatro", também não ajuda. Sempre pertinente mas, ali, perfeitamente dispensável. A opção pela não utilização de figurinos, objetos cênicos e iluminação com quase nenhuma nuance pode até ser "moderna", mas deixa um peso excessivo nos atores e na dramaturgia, que têm que manter o interesse do público durante todo o espetáculo. Excelente trabalho de atores que, com poucas exceções, dão o tom perfeito a cada personagem. Destaque para o amadurecimento do trabalho de Vivian Hauck, com um aproveitamento incrível de todas as "possibilidades". Muita MERDA e uma longa carreira pra este "senhor espetáculo"!!!

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